Pular para o conteúdo principal

Não Julgues Alguém por Quem Cristo Morreu

  Não Julgues Alguém por Quem Cristo Morreu O ensinamento de Jesus sobre o julgamento é profundo e relevante para todos nós. Em Mateus 7, encontramos palavras que nos convidam à reflexão e à mudança de atitude. Vamos explorar por que não devemos julgar os outros e como podemos aplicar esse princípio em nossa vida. I - O Mandamento de Não Julgar Em Mateus 7:1-2, Jesus diz: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão vocês.” Essas palavras são um lembrete poderoso de que nosso julgamento tem consequências. Quando apontamos os erros dos outros, estamos nos colocando em uma posição de juízes, e Deus nos julgará da mesma forma. II - A Trave no Próprio Olho Jesus continua em Mateus 7:3-5: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu próprio olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o

O QUE VOCÊ ACHA DOS LIVROS APÓCRIFOS FAZEREM PARTE DA BÍBLIA SAGRADA? - LER MAIS

 

O QUE VOCÊ ACHA DOS LIVROS APÓCRIFOS FAZEREM 

PARTE DA BÍBLIA SAGRADA?


INTRODUÇÃO

Na organização da Septuaginta, nos Séculos I e III a.C., foram inseridos documentos em hebraico, aramaico e grego que não faziam parte do cânon original.

A Igreja Católica Apostólica Romana adotou em 400 d.C., e decidiu, no Concílio de Trento (1546) incorporar em sua Bíblia 7 livros apócrifos: Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1º Macabeus e 2º Macabeus, além de fragmentos de Daniel e Ester.

Os defensores da reforma protestante excluíram do cânone todos os livros ou fragmentos que não correspondiam ao texto hebraico massorético.

DESENVOLVIMENTO

Os livros apócrifos são livros que não fazem parte da lista oficial da Bíblia. Os apócrifos podem ter valor histórico e moral mas não foram inspirados por Deus, portanto não servem para formar doutrinas (ensinamentos fundamentais). A Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa aceitam alguns livros apócrifos como parte da Bíblia.

Apócrifo” vem de uma palavra grega que significa “oculto”. A Bíblia tem 66 livros que todas as igrejas aceitam como inspirados por Deus. Vários outros livros relacionados mas não inspirados também foram escritos ao longo do tempo. Esses livros são chamados livros apócrifos, porque não fazem parte da Bíblia (foram “ocultados” da Bíblia, para evitar heresias e confusões).

Os livros apócrifos podem ter informação interessante e útil mas também têm ensinamentos duvidosos, que contradizem o resto da Bíblia. Alguns têm histórias fantasiosas e erros históricos. Seus ensinamentos não têm o mesmo valor que a palavra de Deus (2 Pedro 1:16). Por isso, não são publicados junto com a Bíblia. Não é bom misturar a verdade com o erro.

Esses livros são chamados de “deuterocanônicos” na Igreja Católica, porque somente foram oficialmente aceites como divinamente inspirados em 1546 d.C., no Concílio de Trento. Todos esses livros apócrifos pertencem ao Antigo Testamento e não são aceites pelos judeus como sendo inspirados por Deus.

Além desses livros, a Igreja Ortodoxa normalmente aceita:

1 e 2 Esdras

A Oração de Manassés

3 e 4 Macabeus

Salmo 151

As igrejas protestantes não reconhecem a inspiração ou autoridade desses livros, embora os protestantes não neguem que tais livros tenham valor. Eles ainda são usados em muitas igrejas protestantes hoje (como as igrejas episcopais, por exemplo).

A autoridade e autenticidade dos sete livros têm sido disputadas ao longo dos séculos (juntamente com capítulos adicionais em Ester e Daniel, e outros livros que os protestantes chamam de “apócrifos”). Até mesmo a Igreja Católica Romana não reconheceu oficialmente a autoridade desses livros até 1546, no Concílio de Trento. A Igreja Católica Romana ainda chama esses livros de “deuterocanônicos” (significando que eles estavam numa “segunda” lista de livros além daqueles inicialmente reconhecidos como canônicos).

A Reforma aconteceu antes de Trento, e a Bíblia Protestante contém os livros que a igreja tinha reconhecido oficialmente antes de Trento. De fato, o cânon já estava estabelecido desde os primeiros séculos antes do advento de Cristo, e o Antigo Testamento muito antes disso.

O argumento protestante contra incluir esses sete livros no Cânon tem vários elementos, incluindo mas não se limitando aos seguintes: os judeus (que constituíam a igreja antes de Cristo) não reconheciam esses livros como canônicos antes do tempo de Cristo. Na verdade, eles continuam até hoje rejeitando essas obras.

Embora Cristo tenha afirmado o cânon hebraico dos seus dias, ele em nenhum lugar afirmou essas obras extracanônicas.

As referências do Novo Testamento potencialmente extraídas desses livros (2 Pedro e Judas) não constituem endossos desses livros, mas antes endossos de algumas das ideias nesses livros (similar ao uso de Paulo da poesia pagã, conforme registrado em Atos 17). Não há outras referências a qualquer desses sete livros no Novo Testamento, e nenhuma confirmação deles.

Embora esses livros fossem conhecidos e até mesmos usados na igreja primitiva, eles não os reconheceram como autoritativos em nenhum dos sete concílios ecumênicos da igreja primitiva. Antes, a igreja aceitou o Cânon Hebraico tradicional. A igreja primitiva teve a oportunidade de aceitar esses sete livros adicionais, mas escolheu não fazê-lo. Em sua grande maioria, os protestantes são da opinião que essas obras eram conhecidas e foram usadas por mais de 1500 anos, e ainda assim sem serem consideradas canônicas. Trento repudiou o consenso de toda a história e tradição da igreja ao adicionar esses livros ao Cânon Católico Romano.

As igrejas da Reforma negaram e continuam a negar a reivindicação da Igreja Católica Romana ao Magistério. Em nosso entendimento das Escrituras, os ensinos encontrados nesses sete livros não são suficientemente coerentes com os outros livros canônicos.

Isso não quer dizer que os protestantes afirmam que esses livros sejam totalmente sem valor. Antes, consideramo-los tão valiosos como qualquer outro escrito humano não-inspirado. Também reconhecemos que eles fornecem importantes pistas históricas sobre as ideias e culturas das pessoas que os escreveram.

CONCLUSÃO

Considerando os argumentos apresentados, posiciono-me contra a existência de livros apócrifos na Bíblia. A Bíblia Sagrada, como é comumente referenciada não pode conter livros de autenticidade duvidosa e que não são ditos como inspirados por Deus. Sendo a Bíblia Santa e Sagrada, qualquer livro acrescentado é anátema, mesmo que tenham, indiscutivelmente, valor histórico e tradicional.

Então, respondendo à questão chave deste trabalho, eu sou contra a disposição dos apócrifos na Bíblia.


Gustavo Maders de Oliveira - Th.M.

21 de maio de 2022.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

JANELA 10/40 – DESAFIO MISSIONÁRIO - LER MAIS

  JANELA 10/40 – DESAFIO MISSIONÁRIO O termo Janela 10/40 originou-se com Luis Bush, diretor internacional AD2000 & Beyond Movement durante a segunda Conferência de Lausanne, em julho de 1989. A Janela é uma faixa compreendida entre os paralelos 10º e 40º, acima da linha do Equador, onde vivem 97% das pessoas menos evangelizadas do mundo. Na Janela 10/40 vive o grupo de povos não alcançados, do ocidente da África até o ocidente da Ásia. São 64 nações mais “perdidas” do planeta. Corresponde a 3 bilhões e 200 milhões de pessoas que em sua maioria nunca ouviram o nome Jesus; 1/3 da superfície da terra e grande parte da população do planeta. A maioria dos pobres está lá. 9/10 da população mais pobre do planeta, que vive abaixo do nível da pobreza vive na Janela. Mais da metade da população do mundo jamais ouviu o nome Jesus. Isso deveria causar ojeriza na igreja, mas parece que não é a prioridade do Povo de Deus. Só 8% de todos os missionários estão na Janela 10/40. Por

AMAZÔNIA – O MAIOR DESAFIO MISSIONÁRIO NO BRASIL - LER MAIS

  AMAZÔNIA – O MAIOR DESAFIO MISSIONÁRIO  NO BRASIL A Amazônia é, indubitavelmente o maior desafio missionário existente no Brasil. Cobrindo 59% de todo o território nacional, a região elenca cinco grupos socioculturais menos evangelizados no Brasil: indígenas, quilombolas, ciganos, sertanejos e ribeirinhos. A respeito do segmento ribeirinho, há um grupo de 35 mil comunidades na Amazônia, das quais estima-se que 10 mil ainda não foram alcançadas pelo evangelho. Vinte e seis milhões de pessoas habitam a Amazônia Legal, sendo que 1 milhão nunca teve contato com o evangelho. Há mais de 40 iniciativas evangelizadoras na Amazônia Legal e a maioria das comunidades tradicionais num raio de 100 Km das principais cidades já foram alcançadas. Dentre as necessidades apontadas para o avanço do evangelho entre os ribeirinhos estão a conscientização da igreja brasileira, missionários bem treinados, com capacidade de leitura cultural adequada, formação de líderes locais e material peda

Cristo, o Centro da Bíblia

  Cristo, o Centro da Bíblia O Antigo Testamento descreve uma nação; o Novo descreve um homem. Jesus é o tema central da Bíblia, como você pode ver a seguir: A referência (nome) de Cristo em cada livro da Bíblia: Gênesis: O descendente da mulher (Gn 3:15); Êxodo: O cordeiro pascoal (Ex 12:5-13); Levítico: O sacrifício expiatório (Lv 4:14,21); Números: A rocha ferida (Nm 20:7-13); Deuteronômio: O profeta (Dt 18:15); Josué: O príncipe dos Exércitos do Senhor (Js 5:14); Juízes: O libertador (Ju 3:9); Rute: O remidor divino: (Rt 3:12); Samuel: O rei esperado (1 Sm 8:5); Reis: O rei prometido (1 Rs 4:34); Crônicas: O descendente de Davi (1 Cr 3:10); Esdras: O ensinador divino (Es 7:10); Neemias: O edificador (Ne 2:18,20); Ester: A providência divina (Et 4:14); Jó: O redentor que vive (Jó 19:25); Salmos: O nosso socorro e alegria (Sl 46:1); Provérbios: A sabedoria de Deus (Pv 8:22-36); Eclesiastes: O pregador perfeito (Ec 12:10); Cantares: O nosso amado (Ca 2.8); Isaías: O servo do Senhor (I