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As 3 viagens missionárias de Paulo

  AS TRÊS VIAGENS MISSIONÁRIAS DO APÓSTOLO PAULO As três viagens missionárias do Apóstolo Paulo são cruciais para entender a disseminação inicial do Cristianismo no mundo greco-romano. Aqui está um resumo das três viagens: Primeira Viagem Missionária (46-49 d.C.) - Atos 13 A primeira viagem missionária de Paulo começou por volta de 46 d.C., pouco após a conversão de Paulo ao cristianismo. Ele partiu de Antioquia da Síria, acompanhado por Barnabé e, mais tarde, por João Marcos. Esta jornada foi uma resposta ao chamado divino para pregar o Evangelho aos gentios. Principais paradas incluíram Chipre, onde pregaram em Salamina e Pafos, e várias cidades na Ásia Menor (atual Turquia), como Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Durante esta viagem, Paulo enfrentou tanto aceitação quanto resistência. Ele enfrentou perseguição e hostilidade, especialmente daqueles que se opunham ao Evangelho. No entanto, muitos gentios e alguns judeus se converteram ao cristianismo, forma

Resgatando a Missão Primária da Igreja

 

Resgatando a Missão Primária da Igreja


A ordem de Jesus deixada aos crentes, conforme registrada no evangelho segundo Mateus, capítulo 28, versículo 19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações…”, e a abrangência da Missão, enfatizada no primeiro capítulo do livro de Atos, versículo 8: “… até os confins da terra”, apontam para uma finalidade: a igreja tem a urgente tarefa de ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura (Marcos 16:15). Esse evangelho precisa ser pregado no mundo todo, conforme Mateus 24, versículo 14 (o princípio das dores), para o retorno de Cristo em glória.

A missão primária da igreja é a proclamação do evangelho de Cristo e a reunião dos crentes em igrejas locais (congregações, paróquias), para serem edificados na fé e tornados eficazes no serviço, e assim implantar novas congregações no mundo. A perda do enfoque missionário da igreja, independentemente da orientação (católica, ortodoxa ou protestante) e denominação eclesiástica (Igreja Metodista, Igreja Batista, Igreja Presbiteriana, etc) constitui a problemática principal no desenvolvimento da evangelização de todos os povos e, resgatar a missão primária do Povo de Deus na terra é o desafio para a cristandade no Século XXI, e o objeto de estudo deste trabalho, cujo objetivo está firmado na possibilidade de obter-se uma igreja segundo o propósito original de Deus (uma igreja multiplicadora).

Para tanto, a metodologia empregada baseou-se em investigar as bases bíblicas para a evangelização, identificando-se nesse processo conceitos para uma melhor compreensão sobre a tarefa evangelística, buscando-se uma estratégia missionária para a igreja local.

Pela ordem de Jesus, designada Grande Comissão (Mateus 28:16-20; Marcos 16:15-16), todo discípulo, isto é, todo crente em Jesus é um evangelista em potencial (pelo menos deveria ser). Olhando-se para a história eclesiástica, percebe-se que a igreja contemporânea (Séculos XX e XXI) é caracterizada pela apostasia, da “mornidão” espiritual, onde o evangelismo e missões ficaram, quase que prioritariamente nas mãos de missionários vocacionados comissionados, e por evangelistas proeminentes, que pregavam para multidões; na contrapartida, a igreja dos Séculos XVIII e XIX viveu a chamada “era das missões” – foi quando o protestantismo mais cresceu, espalhando-se pelo Ocidente.

Tal qual a igreja de Laodiceia (Apocalipse 3:14-22), a igreja contemporânea ostenta muitas “riquezas”, e perdeu o foco na evangelização. Hoje vemos grandes e imponentes templos, instrumentos musicais caríssimos, equipamentos multimídia de última geração. Percebe-se uma ênfase no louvor, e na pregação daquilo que o povo quer ouvir (o que incha a igreja), e uma pobreza evangelística. E, com raras exceções, muito pouca instrução e investimento em missões. A abrangência da missão: Jerusalém, Judeia e Samaria e até os confins da terra (Atos 1:8) não é mais lembrada e ensinada à congregação. O que se vê é que missões estaduais, nacionais e transculturais é coisa das agências missionárias, e que recolher ofertas e orar pelos missionários que estão no campo é o bastante, no entanto, a igreja não envolve-se de fato nem na missão local, na “Jerusalém”…

Julga-se mister uma grande mudança na educação religiosa. A começar pelos líderes, esses precisam ser preparados para o ministério eclesiástico com uma atenção especial para evangelismo e missões, e a igreja precisa ser preparada e verdadeiramente desafiada a evangelizar; precisa investir nos vocacionados e enviá-los (com a parceria de uma agência missionária) ao campo, sustentar em oração e financeiramente, para a continuidade e manutenção da missão.

A igreja local pode utilizar da Escola Bíblica Dominical (EBD) para a qualificação dos seus membros. Pode-se também criar cursos om lene, ou videoaulas em plataformas tipo YouTube. As crianças precisam aprender a evangelizar desde cedo, como anunciar o Plano da Salvação. A triste realidade é que hoje nem os adultos sabem usar o versículo de João 3:16 para evangelizar, obviamente com exceções.



Gustavo Maders de Oliveira

18 de abril de 2022.

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