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Não Julgues Alguém por Quem Cristo Morreu

  Não Julgues Alguém por Quem Cristo Morreu O ensinamento de Jesus sobre o julgamento é profundo e relevante para todos nós. Em Mateus 7, encontramos palavras que nos convidam à reflexão e à mudança de atitude. Vamos explorar por que não devemos julgar os outros e como podemos aplicar esse princípio em nossa vida. I - O Mandamento de Não Julgar Em Mateus 7:1-2, Jesus diz: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão vocês.” Essas palavras são um lembrete poderoso de que nosso julgamento tem consequências. Quando apontamos os erros dos outros, estamos nos colocando em uma posição de juízes, e Deus nos julgará da mesma forma. II - A Trave no Próprio Olho Jesus continua em Mateus 7:3-5: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu próprio olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o

Como Evangelizar - LER MAIS

 Como Evangelizar?


Já vimos que evangelizar corretamente está longe de ser o que muita gente costumeiramente pensa. Entretanto, a evangelização conforme os padrões bíblicos é, em sua essência, algo bem simples.

Como já citado neste texto, não há exatamente uma “lista pronta” para a evangelização, até porque isso culminaria no pragmatismo que já foi discutido. Porém, podemos dizer que há alguns princípios fundamentais que norteiam a verdadeira maneira de como evangelizar:

1 - Devemos evangelizar com simplicidade

Evangelizar é simplesmente anunciar as Boas-novas da Salvação. Não precisamos complicar algo que é tão simples. Se tivermos em mente este princípio, todo o resto fluirá naturalmente.

2 - Devemos evangelizar com a mensagem certa:


            Esse ponto está parecendo até muito repetitivo, e, sinceramente, essa é justamente a intenção. Mais uma vez repito que a evangelização precisa estar centrada na verdade sobre o pecado, na necessidade do arrependimento, e na fé no Cristo ressuscitado. Como já foi dito, na evangelização não há espaço para qualquer outro assunto a não ser o Evangelho da graça.


            3 - Devemos evangelizar com uma mensagem clara:


            Esse ponto complementa o anterior. Não adianta nada sabermos a mensagem correta que deve ser usada se não a transmitimos com clareza. Algumas pessoas dão uma volta tão grande no assunto, que acabam confundindo completamente seu ouvinte. Para chegarem em Jesus, passam primeiro por toda sua genealogia. Devemos nos lembrar de que muitas pessoas que estão ouvindo a nossa mensagem não possuem qualquer conhecimento bíblico, e se a mensagem que transmitimos não for clara e precisa, certamente tais pessoas não a entenderão. O exemplo do Evangelista Filipe, no livro de Atos dos Apóstolos, nos ajuda a entender esse princípio. O eunuco etíope estava lendo Isaías 53, uma profecia acerca da vinda do Messias. Filipe, de forma simples e clara, começou por essa passagem da Escritura e lhe anunciou Jesus. Ele não se atentou aos detalhes biográficos do profeta Isaías, nem ao contexto histórico ou a qualquer outra característica do texto. Embora tudo isto seja importante, creio que no momento da evangelização não é algo necessário. Já presenciei algumas pessoas evangelizando como se estivessem dando uma aula de seminário à uma pessoa na calçada de uma rua. Deve-se ir com calma, pois a evangelização é o primeiro contato. Se Deus chamar o pecador, então haverá muitas oportunidades na Escola Bíblica Dominical e nos estudos bíblicos para discipulá-lo nas doutrinas bíblicas. No momento oportuno ele será introduzido aos assuntos fundamentais da teologia.


            4 - Ler a Bíblia, pois deve-se conhecer a Escritura para podermos evangelizar

            Se a verdadeira evangelização depende de transmitirmos a mensagem certa de forma clara e objetiva, logicamente precisamos possuir o conhecimento da mensagem que será anunciada. Isso que significa que o conhecimento profundo da própria Palavra de Deus é essencial na tarefa da evangelização. Vemos por aí pessoas querendo evangelizar sem ao menos conhecer as Escrituras. Isto fatalmente resultará em um evangelismo errado. Aqui vale mais uma vez a verdade ensinada por Paulo: só podemos transmitir o que também recebemos.


            5 - Deve-se crer na mensagem anunciada:


          Este ponto parece até brincadeira, mas não é. Se não crermos fielmente na mensagem que estamos pregando, aponto de, se necessário, arriscarmos nossas vidas por ela, não estaremos prontos para evangelizar.


            6 Deve-se evangelizar com perseverança:


        Pode-se evangelizar milhares de vezes sem ao menos ver uma pessoa convertida. Diante de uma situação como essa, logo surge a pergunta: “Tem algo errado?”. A resposta correta certamente é: “Depende!”. Digo isso, pois, se a evangelização está correta perante os moldes bíblicos, com a mensagem do Evangelho genuíno sendo anunciada, então não há nada de errado, mesmo que não haja nenhum convertido. Precisamos estar atentos a essa possibilidade real, agindo com perseverança, para que não fiquemos frustrados. Noé, por exemplo, é chamado de “pregoeiro da justiça”, mas com exceção de sua casa, sua pregação não resultou em convertidos (2 Pedro 2:5). Mesmo o apóstolo Paulo, grande evangelizador com incontáveis conversões em seu ministério, passou por muitos momentos em que o a Palavra de Deus foi rejeitada por seus ouvintes (Atos 13:44-46).


            7 - Deve-se evangelizar com conduta irrepreensível


        Como evangelizar se a conduta não condiz com o Evangelho? O exemplo é muito importante na tarefa da evangelização. Já presenciou-se um caso em que uma pessoa, que morava vizinha de sua congregação, saía para evangelizar no domingo com os demais irmãos. Mas durante o restante da semana, ela dava mau testemunho perante seus vizinhos. O que será que esses vizinhos pensaram quando viam tal pessoa evangelizando no domingo? Será que isso prejudicou a imagem do grupo de evangelização? Devemos nos lembrar das palavras de Jesus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16).


            8 Deve-se evangelizar com cuidado ao grupo de evangelismo:

        Esse ponto se refere às situações em que montamos grupos de evangelismo, como citado no exemplo acima. Essa é uma prática comum em muitas igrejas, porém é necessário que haja cuidado. Em alguns casos, a escolha errada dos integrantes do grupo poderá comprometer toda a seriedade do trabalho. É necessário que todos os integrantes estejam comprometidos com essa tarefa. Essa atenção deve ser redobrada quando estamos tratando de projetos evangelísticos de longo prazo, para que não ocorra o mesmo descrito em Atos dos Apóstolos, quando João Marcos simplesmente abandonou a missão (Atos 13:13).

9 Deve-se evangelizar com urgência


        Às vezes ficamos esperando pelo melhor momento para evangelizarmos alguém. A evangelização deve ser urgente, pois a realidade do pecado não espera pelo melhor momento para assolar os perdidos.


            10 - Deve-se evangelizar com convicção


         Não devemos evangelizar com insegurança ou transmitindo despreparo. Devemos estar convictos da importância do que estamos fazendo, e da necessidade de tal ação.


            
11 Ao evangelizar deve-se ser envolvente e estar pronto a ouvir

            É comum alguém abordar uma pessoa para evangelizá-la e começar a falar, e falar e falar, sem parar de falar. Isso além de ser extremamente chato, não é a maneira correta de evangelizar. É preciso também ouvir a pessoa que está do outro lado. Conduza a evangelização como uma conversa, onde as duas partes estejam envolvidas. Deixe a pessoa falar e participar do assunto. Faça perguntas pontuais, para estimular o envolvimento da pessoa, mas tenha cuidado para que o foco não seja desviado.


            12 - Ao evangelizar, precisa mostrar interesse na pessoa


          Nunca evangelize de maneira fria e superficial. Se agir assim, a pessoa que está sendo evangelizada certamente terá a plena convicção de que ela é só mais uma em sua “lista de metas”. Ela pensará que se não fosse ela quem estivesse ouvindo você, então seria qualquer outra pessoa. É preciso mostrar à pessoa que a mensagem que você está transmitindo é especialmente para ela, e que não é por acaso que, justamente ela, esteja sendo evangelizada naquele momento.


            13 - Deve-se evangelizar conscientes de nossa responsabilidade


        Muitas pessoas não possuem a real percepção da responsabilidade que envolve a evangelização. Poderíamos falar muito sobre isso, mas penso que o entendimento de que somos embaixadores de Cristo enviados ao mundo para representá-lo, testemunhando sobre Ele diante dos homens, já explica toda essa responsabilidade.


            14 - Deve-se orar em prol da evangelização


         Por mais bem preparado que alguém esteja, sem oração, tal preparo estará incompleto. Na oração é que rogamos a Deus que nos capacite cada vez mais para essa tarefa. É através da oração que pedimos que o Senhor trabalhe no coração dos perdidos (Romanos 10:1). Algumas pessoas se acham tão autossuficientes no trabalho de evangelismo que se esquecem de orar. Essas pessoas falham em lembrar que somente Deus é quem pode, de fato, converter o pecador.


            15 - Deve-se evangelizar conscientes da soberania de Deus


            Esse ponto é uma extensão lógica do ponto anterior. Se oramos para que Deus converta os incrédulos, necessariamente estamos se referindo à sua soberania. Apesar de nos prepararmos corretamente e transmitirmos a mensagem certa e com clareza, nada disso será suficiente para regenerar o pecador. Nossas palavras poderão até emocioná-lo, nossas técnicas poderão até persuadi-lo, mas somente Deus é quem pode, verdadeiramente, convencer o homem de seu pecado. Compreender este princípio é fundamental para qualquer evangelista, pois é a garantia de que nossos esforços não são vãos. Cabe a nós anunciar o Evangelho, confiantes de que a salvação pertence somente ao Senhor. Nenhum evangelista pode dar a fé salvadora a uma única pessoa se quer. Apenas o Espírito Santo pode produzir no coração do homem essa fé. A Bíblia diz que “ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo” (1 Coríntios 12:3).


            16 - Finalmente, ao evangelizar, deve-se convidar a pessoa a visitar a igreja

           Já falamos que evangelizar não é simplesmente convidar alguém para ir à igreja. Como vimos, evangelizar é muito mais do que isso. Entretanto, ao final do evangelismo, você deve estender o convite para que a pessoa visite uma igreja, pode ser a igreja que você é membro, ou qualquer outra que tenha compromisso com a pregação do Evangelho genuíno. Aliás, sempre é importante ter o “desprendimento” para indicar, se necessário, outra igreja que não seja a que você congrega, e isso pode ocorrer com frequência por muitos motivos. Talvez a distância seja o principal deles. Infelizmente, às vezes algumas pessoas não evangelizam alguém por saberem que seria inviável para o evangelizado comparecer à comunidade a qual elas fazem parte da membresia. Devemos lembrar que estamos evangelizando em prol do reino de Deus, e não apenas de nossa comunidade local. Vale ressaltar também que essa etapa é muito importante, pois é uma oportunidade de integrar a pessoa evangelizada à rede de relacionamentos de uma comunidade cristã.



Gustavo Maders de Oliveira - Th

27 de abril de 2022.


Fonte de consulta:

Estilo Adoração – página eletrônica – disponível na INTERNET via https://estiloadoracao.com/como-evangelizar/. Arquivo consultado em 25/04/2022.

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