Pular para o conteúdo principal

As Sete Igrejas do Apocalipse: Um Chamado à Fidellidade Cristã

  AS SETE IGREJAS DO APOCALIPSE: UM CHAMADO À FIDELIDADE CRISTÃ Dr. Gustavo Maders de Oliveira, Th.B., M.Miss., D.Miss. Resumo: O presente artigo tem como objetivo analisar as cartas dirigidas às sete igrejas da Ásia Menor, descritas no livro do Apocalipse (caps. 2–3). A partir de uma perspectiva teológica e pastoral, busca-se compreender o conteúdo, a relevância histórica e a aplicação prática desses textos para a vida cristã contemporânea. A metodologia consiste em uma leitura bíblica exegética, associada à reflexão teológica acessível, de modo que o leitor facilmente possa compreender a mensagem espiritual e prática dessas cartas. Palavras-chave: Apocalipse; Sete Igrejas; Teologia Pastoral; Exortação; Vida Cristã. 1. Introdução As cartas às sete igrejas da Ásia, registradas em Apocalipse 2 e 3, ocupam um lugar de destaque na literatura joanina e na teologia do Novo Testamento. Escritas pelo apóstolo João, sob inspiração do Espírito Santo, tais mensage...

A missão da Igreja

 A missão da Igreja


Primeiramente é mister esclarecer que por "Igreja", refiro-me ao Povo de Deus, remidos pelo sangue de Jesus. Jamais designarei Igreja para denominação eclesiástica ou templo, prédio, local de culto.

Nenhuma Igreja é objeto exclusivo da graça de Deus, nem Cristo é o Senhor de uma única Igreja, particular. Em Tito 2:11, Paulo escreve que "a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens" e em Atos 10:36, vemos Pedro atingindo o ápice da sua cristologia afirmando que "Jesus Cristo é o Senhor de todos."

Muitos cristãos adoram a Cristo como se Cristo fosse o Senhor unicamente da sua Igreja, como um daqueles deuses tribais particulares, como se fossem, eles mesmos, os recipientes restritos da graça. Fora dessa Igreja, pensam, não há salvação (como defendia o Concílio Vaticano II: "Extra Ecclesiam nulla salus" = fora da Santa Igreja Romana não há salvação), justificando-se , a partir desse pensamento privatista, toda a perseguição e a condenação à fogueira dos que estivessem fora da mesma "visão". Quem pensar diferente está fora do propósito e é do inimigo! Esse erro crucial de Israel na sua apostasia, na rejeição do seu próprio destino traçado por Deus. Hoje, nós corremos o risco de reproduzir o mesmo trágico exclusivismo, ao nos negarmos a viver nosso verdadeiro papel, nossa verdadeira missão na proclamação do evangelho da paz, ao mesmo tempo em nossa cidade, estado, país e em todas as nações da terra. (conforme Atos 1:8) Como? Indo (ou enviando), orando e contribuindo. Saiba: "quando Deus chama, Ele capacita; quando Ele capacita, Ele envia; quando Ele envia, Ele supre; e quando Ele supre, Ele respalda!" (Dr Josué Yrion - Missiólogo).

Igrejas pequenas às vezes não conseguem enviar um missionário para outra cidade, estado ou país. Por isso existem as Agências Missionárias: organizações que preparam e enviam os vocacionados, cuidando da parte operacional e da administrativa da missão. São exemplos a Agências Missionárias: JOCUM - Jovens com Uma Missão, JMM - Junta de Missões Mundiais da CBB, e RTM - Rádio Transmundial. Então a Igreja, em parceria com a Agência Missionária, envia o vocacionado ao campo, ou a Igreja "adota" um missionário que já esteja no campo, apoiando em oração e contribuindo financeiramente. "Missões se faz com os pés de quem vai, com os joelhos de quem ora, e com as mãos de quem contribui". Pense nisso!


Gustavo Maders de Oliveira - Th
24 de janeiro de 2022.


Fonte de consulta:
Falcão Sobrinho, João
Mordomia e Missões - Rio de Janeiro, JUERP, 2005  

 

Comentários

  1. Quando falo "igreja", refiro-me exclusivamente ao Povo de Deus, os "chamados para fora". Longe de mim designar Igreja a sistema ou denominação eclesiástica, muito menos templos, prédios e/ou lugares de culto. Não há, no Novo Testamento, nenhum lugar sagrado! Jesus, conversando com a mulher samaritana (João capítulo 4) explica que não há mais lugar sagrado, de adoração, pois Deus é espírito, e importa que seus adoradores O adorem em espírito e em verdade.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As 3 viagens missionárias de Paulo

  AS TRÊS VIAGENS MISSIONÁRIAS DO APÓSTOLO PAULO As três viagens missionárias do Apóstolo Paulo são cruciais para entender a disseminação inicial do Cristianismo no mundo greco-romano. Aqui está um resumo das três viagens: Primeira Viagem Missionária (46-49 d.C.) - Atos 13 A primeira viagem missionária de Paulo começou por volta de 46 d.C., pouco após a conversão de Paulo ao cristianismo. Ele partiu de Antioquia da Síria, acompanhado por Barnabé e, mais tarde, por João Marcos. Esta jornada foi uma resposta ao chamado divino para pregar o Evangelho aos gentios. Principais paradas incluíram Chipre, onde pregaram em Salamina e Pafos, e várias cidades na Ásia Menor (atual Turquia), como Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Durante esta viagem, Paulo enfrentou tanto aceitação quanto resistência. Ele enfrentou perseguição e hostilidade, especialmente daqueles que se opunham ao Evangelho. No entanto, muitos gentios e alguns judeus se converteram ao cristianismo, f...

MALDIÇÃO HEREDITÁRIA - Refutação à luz da Bíblia Sagrada

  MALDIÇÃO HEREDITÁRIA Refutação à luz da Bíblia Sagrada Dr. Gustavo Maders de Oliveira, Th.B., M.Miss., D.Miss. A maldição hereditária é a crença de que certos problemas ou eventos negativos podem ser transmitidos de geração em geração dentro de uma família. Essa ideia sugere que as ações ou pecados dos antepassados podem afetar negativamente os descendentes, criando uma espécie de “herança” espiritual ou energética. No contexto religioso, especialmente nalguns grupos evangélicos, acredita-se que essas maldições podem ser quebradas através de orações e rituais específicos. No entanto, há debates teológicos sobre a validade dessa crença, com algumas interpretações bíblicas sugerindo que cada pessoa é responsável pelos seus próprios atos e não deve carregar os pecados dos pais. O texto áureo da crença na maldição hereditária é Êxodo 20:5 : "Não te inclinarás a elas, nem as servirás; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visita a iniquidade do...

Pré, Mid ou Pós-Tribulacionismo?

  TEOLOGIA SISTEMÁTICA – ESCATOLOGIA TRIBULACIONISMO O termo “tribulacionismo” refere-se a uma crença ou doutrina dentro do Cristianismo que se concentra no período da tribulação, um tempo de grande sofrimento e provações mencionadas na Bíblia, especialmente no livro do Apocalipse. Existem diferentes interpretações sobre quando ocorrerá esse período em relação ao retorno de Jesus Cristo. I - Pré-tribulacionismo O pré-tribulacionismo é uma doutrina teológica que afirma que a Segunda Vinda de Jesus Cristo (parousia 1 ) ocorrerá em duas fases distintas: primeiro, Ele virá secretamente para arrebatar sua igreja (os cristãos fiéis) da Terra antes de um período de tribulação de sete anos. Este período será um tempo de julgamento e sofrimento para aqueles que não aceitaram a Cristo como seu salvador. As bases bíblicas mais comuns para o pré-tribulacionismo incluem: 1 Tessalonicenses 4:16-17 : Esta passagem descreve a ressurreição dos mortos em Cristo e o ar...